PIME

Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras, fundado como Instituto Missionário de Milão, surgiu como consequência de uma “renovada vitalidade que sacudiu a Igreja inteira, em meados do séculos XIX”.

Seu fundador foi Angelo Francisco Ramazzotti, nascido em 1800. Foi doutor em direito civil e eclesiástico, obtido na Universidade de Pavia. Tornou-se sacerdote diocesano de Milão em 1829, dedicando-se às missões populares na diocese.

O PIME faz parte, juridicamente, das “Sociedades de Vida Apostólica, pelo novo Código de Direito Canônico, promulgado pelo Papa João Paulo II. Suas características essenciais são:

1. Instituto exclusivamente missionário.

2. Instituto de clero secular e de leigos.

3. Instituto de vida comum, união com os demais missionários, que querem dedicar-se a evangelização.

4. Instituto Pontifício, depende diretamente da Santa Sé.

5. Instituto Internacional.

Embora nascido como diocesano local na Itália, está aberto à internacionalização, recrutando e formando vocações missionárias para o próprio Instituto nos países de maioria cristã, como a América Latina, que chamava a atenção de todos.

Desse modo, em 1946, chegam a São Paulo três padres do PIME, destinados a explorar as possibilidades de um trabalho missionário em terras brasileiras, em terras da Santa Cruz.

Foram eles, Pe. Alberto Garré, missionário na China, educador nos seminários do Instituto, iniciador do PIME no Brasil e, com ele, dois jovens com 31 anos, sendo a primeira experiência de suas vidas: Pe. José Maritano e PE Aristides Piróvano, que se tornariam bispos da Diocese de Macapá. Pe Aristides tornou-se também Superior Geral do PIME.

 

Em 1948 chegam a Manaus, e iniciam sua missão na periferia à sombra da Ig. de N. Sra. De Nazaré, que a eles foi entregue pelos seus fundadores, os frades capuchinhos, dando continuidade ao trabalho pastoral, religioso e assistencial já existente.

Nessa mesma época, em 1948, os missionários do PIME chegaram à região do baixo Amazonas, em Manicoré ( Rio Madeira ) e Maués ( Rio Maués ) e depois a Parintins, que, em 1955, foi instituída Prelazia, tendo como administrador apostólico e depois bispo, o missionário do PIME Arcângelo Cerqua. Tornou-se diocese em 16 de julho de 1981.

Outra característica dos missionários do PIME onde quer que chegue, é o grande esforço para formar o clero local. O trabalho vocacional para preparar os jovens caboclos com vocação ao sacerdócio foi prioritário para os três bispos do PIME: Dom Arcângelo, Dom João Risatti e Dom Gino Malvestio. Hoje, Parintins tem doze sacerdotes diocesanos, onze seminaristas e padres do PIME.

Em Manaus, por mais de uma década, o Seminário São José também esteve aos cuidados do PIME, recebendo a mesma zelosa atenção às vocações sacerdotais que surgiam.